A engenharia existe desde a antiguidade, onde o ser humano iniciou o desenvolvimento de itens fundamentais como a roda, a alavanca, a polia e outros utilitários. O termo, que deriva da palavra “engenheiro” (que se referia a quem construía ou operava um engenho) surgiu no século XVI e desde então tem grande notoriedade.

Hoje, existem mais de 30 tipos de engenharia e diversos profissionais qualificados em cada uma delas. Dentre estas divisões da engenharia, encontra-se a Engenharia Química. Os profissionais engenheiros químicos trabalham com processos industriais onde acontecem transformações físico-químicas. São eles que participam das técnicas de extração/obtenção de matéria prima para produção de produtos químicos e petroquímicos (plásticos, têxteis, tintas, etc). Além disso, são responsáveis por pesquisar processos e técnicas menos agressivos ao meio ambiente e que sejam mais eficientes. Atuam, ainda, no projeto e direção da construção e montagem de fábricas, usinas e estações de tratamento de efluentes industriais. Universidades e institutos de pesquisa também podem contar com o trabalho dos engenheiros químicos que se dedicam à pesquisa em empresas e órgãos de regulação ambiental.

O mercado de trabalho para estes profissionais é amplo, tendo maior demanda na indústria de polímeros, de alimentos, de combustíveis, de tintas e cosméticos.  Na agroindústria – em demanda menor-, o engenheiro trabalha com produção de defensivos agrícolas e fertilizantes, já na área ambiental, existem oportunidades no tratamento de resíduos, no reaproveitamento de matérias primas e na geração de energia.

O engenheiro químico, assim como os demais profissionais da área da Química, quando estiver exercendo sua função como químico, deve – de acordo com a lei nº 2.800 de 18 de junho de 1956 – estar registrado no Conselho Regional de Química, independente de seu registro ativo ou não no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia, antes denominado Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) de sua região.

Nos Artigos 22 e 23 do Capítulo II da Lei fica clara a necessidade do registro:

“Art. 22 – Os engenheiros químicos registrados no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, nos termos do Decreto-lei nº 8.620, de 10 de janeiro de 1946, deverão ser registrados no Conselho Regional de Química, quando suas funções, como químico, assim o exigirem.”

“Art. 23 – Independente de seu registro no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, os engenheiros industriais, modalidade química deverão registrar-se no Conselho Regional de Química, para o exercício de suas atividades como químico.

Apesar disto, informações equivocadas são passadas ao profissional, que por fim, acaba prejudicado em sua trajetória, como pode ser confirmado nos dois processos administrativos que tratam justamente desta divergência nos seguintes links:  PROCESSO 1 e PROCESSO 2

O conflito existente entre as duas entidades pode trazer certa insegurança para os estudantes da área e profissionais atuantes, por isso, o CRQ-V coloca-se à disposição pra quaisquer esclarecimentos com relação a isto e deixa clara sua preocupação em manter o mercado de trabalho correto e dentro das leis.

Para mais informações sobre registro, CLIQUE AQUI

 

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