19/08 | Dia da Fotografia
Data de Publicação: 19 de agosto de 2025

Hoje basta um clique no celular para registrar uma cena. Mas, no início da fotografia era preciso química para transformar luz em imagem. A sua história teve início em meados do século XIX, quando Louis Daguerre desenvolveu o daguerreótipo: placas de prata cobertas com iodeto de prata eram expostas à luz e, em seguida, reveladas com vapor de mercúrio. Onde a luz incidia, formava-se um amálgama de mercúrio e prata que refletia brilho; nas áreas escuras, a prata permanecia opaca. Assim surgia a fotografia.
Quase ao mesmo tempo, William Talbot seguiu outro caminho. Em vez do metal, ele usou papel tratado com cloreto de prata e criou o negativo fotográfico. Esse avanço permitiu a reprodução de várias cópias a partir de uma única matriz, algo impossível no método de Daguerre. Talbot também descobriu que imagens invisíveis após a exposição podiam ser reveladas com ácido gálico e nitrato de prata, princípio que guiou a fotografia por mais de um século.
Durante muito tempo, a fotografia foi dominada pelos haletos de prata. Até que, com a chegada da tecnologia, os sais foram substituídos por sensores CCD, fabricados em chips semicondutores de silício que são capazes de converter a luz em sinais elétricos. Com filtros de azul, verde e vermelho, cada pixel passou a registrar cor e construir imagens instantaneamente.
Da prata ao silício, da revelação ao upload, a fotografia percorreu quase dois séculos de ciência para se tornar parte da vida cotidiana. Cada foto tirada hoje carrega em si uma longa história química transformada em memória.
Fontes: Fonte: Programa de Pós-Graduação da UFABC
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