Dia Nacional do Vinho
Data de Publicação: 1 de junho de 2026
Com as temperaturas mais baixas, os apreciadores de vinho encontram motivos de sobra para degustá-lo. Mas, você sabia que a química explica o porquê de gostarmos tanto de beber vinho durante o frio?
O vinho contém etanol, um tipo de álcool que provoca vasodilatação, aumentando o fluxo de sangue na superfície da pele, gerando uma sensação de aquecimento no corpo. Resultado: esses fatores químicos influenciam diretamente na nossa percepção sensorial e fisiológica.
Além disso, o vinho é rico em compostos aromáticos voláteis, como ésteres e aldeídos, que são responsáveis pelo seu aroma característico. Em temperaturas mais amenas, esses compostos são liberados de forma equilibrada, tornando a experiência olfativa mais agradável, especialmente em dias frios, quando nosso olfato tende a estar menos sensível.
Outro ponto importante está nos taninos, compostos fenólicos presentes principalmente nos vinhos tintos. Eles proporcionam a sensação de adstringência (aquela leve “secura” na boca), que se torna mais equilibrada em temperaturas mais baixas. Isso faz com que o vinho pareça mais macio e agradável ao paladar.
A temperatura também interfere diretamente na percepção dos sabores. Em condições mais frias, o vinho pode apresentar menor acidez percebida e maior destaque para o corpo e a suavidade, características que contribuem para uma sensação mais “aconchegante”.
Por fim, o etanol atua no sistema nervoso central, estimulando a liberação de substâncias como a dopamina, associada ao prazer e ao relaxamento, que buscamos naturalmente em dias frios.
Assim, a química explica por que o vinho se torna uma escolha tão atrativa no frio: ele combina efeitos sensoriais, fisiológicos e até emocionais que aumentam a sensação de conforto.
Fonte: Evino e CNN
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